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Donald Trump assume o poder nos EUA amanhã, 20 de janeiro. É claro que não é uma simples mudança de poder “normal”. Trump representa forças políticas que há muito tempo não chegavam ao poder, mesmo quando havia alternância de partidos nas eleições. Isso porque havia um consenso entre as elites de que a expansão do comércio mundial e a gradativa supressão das fronteiras nacionais eram uma meta a ser buscada. A sincronia entre os sistemas jurídicos nacionais foi uma meta perseguida ao longo dos últimos cem anos e praticamente alcançada. Essas forças que estavam no poder não apenas esperavam mantê-lo, achavam-se legítimas porque pensavam ter o sentido da História, por isso nunca esperaram que alguém como Donald Trump pudesse ser eleito.

 

Sua eleição foi antecedida prelo Brexit, outro fato político surpreendente, que retirou a Inglaterra da União Europeia. Os dois fatos, acontecidos em dois continentes diferentes, mostram que esse consenso esquerdista que dominava o poder atuava de costas para o povo e contra a vontade do povo. Em paralelo, o poder então constituído fez de tudo para destruir a moralidade cristã e colocar no seu lugar uma forma de ateísmo que negava em tudo dois mil anos de tradição. É claro que coisas tão arraigadas como o poder local e a moral cristã levariam à reação em contrário. Ela veio.

 

A reação daqueles contrários a Donald Trump, mesmo antes de sua vitória, foi partir para ridicularizar o presidente eleito e seus eleitores, tratando-os como se seus direitos políticos fossem menores do que os dos defensores do globalismo. Reagiram como os petistas no Brasil e quase disseram “É golpe”.  Tudo que Trump dizia foi usado para provocar risos e para aponta-lo com alguém despreparado, como se a data da posse não estivesse se aproximando. A reação foi irracional e antidemocrática. As críticas a Trump foram quase todas superficiais e preconceituosas.

 

Em contrário, penso que a mudança de poder será benéfica para o mundo. O fim da guerra na Síria foi o primeiro bem evidente vindo da eleição.

 

A reação dos governos europeus de hostilidade a Trump se deve ao fato de estarem ideologicamente alinhados com a globalização e porque é um exemplo do que pode vir a acontecer na Europa nas próximas eleições. A esquerda não está mais sozinha disputando o poder e até mesmo o Brasil poderá conhecer algo diferente do que a falsa (farsa) disputa entre PT e PSDB. A estrutura de poder vai mudar muito rapidamente. Trump sinalizou que vai enfrentar o expansionismo comercial e militar da China, no que faz muito bem. Livre mercado sem igualdade de condições competitivas é apenas estupidez voluntária. A China foi presenteada com o mercado mundial inteiro, sem competição, porque sua economia se assemelha à inglesa do final do século XIX, com baixos custos de trabalho e de impostos e de regulação. Ela destruiu a indústria dos demais países, inclusive do Brasil. Essa prosperidade chinesa se fez à custa do povo em geral que votou em Trump. O inimigo não é a Rússia, é a China, essa tem sido a mensagem do novo presidente.

 

Li com cuidado o artigo de Martin Wolf publicado hoje na Folha de São Paulo (O populismo não ciará um mundo melhor). Wolf tem sido crítico feroz de Trump desde as prévias e é um porta-voz qualificado dos globalistas. Agora deram para dizer que Trump e a direita que emerge são “populistas”. Estão errado, não são. Impedir que a China destrua o pouco que restou da indústria em solo americano não é populismo (nem México, nem Japão). O mesmo vale para o Brasil. Mesmo Wolf admite que abertura ao comércio foi exagerada, e de fato foi. A prosperidade chinesa é artificial e agora sofrerá um solavanco monumental.

 

O artigo ignora que pode haver até taxas mais modestas de crescimento mundial, mas não nos países que endurecerem seu comércio. Creio até que poderemos ver a reindustrialização em muitos lugares, com mais empregos e renda e trocas mais justas no comércio mundial. O chamado “dumping social” perderá eficácia como instrumento para atrair fábricas para seu território.

 

O “homem de Davos” pode enfiar sua viola no saco, pois seu discurso e sua irresponsabilidade política exauriram-se. O povo quer de volta seus países e sua moralidade. Não haverá nenhum império mundial edificado sobre as cinzas dos atuais Estados e sobre a moral cristã. É esse o desespero dos esquerdistas derrotados por Trump e seus aliados em toda parte, inclusive no Brasil. Um novo mundo será construído e terá paz e prosperidade. Os teóricos da globalização foram duramente derrotados.

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