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Foi anunciado que o Brasil já tem 13,5 milhões de desempregados, o que significa muito mais. Por questão metodológica só são computados como desempregados os que ainda procuram emprego, não desistiram da busca. O desemprego real é muito mais. Uma sociedade que não provê meios de vida para o conjunto de sua população não é apenas cruel, é ilegítima. Cifra tão gigante de desemprego remete imediatamente para as suas causas e como supera-lo.

 

O desemprego natural não pode passar de 4%, o chamado desemprego friccional, pois o sistema econômico, deixado às suas próprias forças, tende a eliminar desemprego. Por que não está sendo assim no Brasil? Porque estamos vivendo o gigantismo do Estado, tanto na tributação como na regulação, gigantismo que se estende a uma Justiça do Trabalho que costuma extorquir os patrões, sejam eles quem forem, tanto a grande empresa capitalista como a dona de casa que dá emprego doméstico, gerando insegurança jurídica tão irracional que as pessoas simplesmente estão suprimindo empregos para escapar da causa certa ao final de cada contrato de trabalho. A regulação estúpida acentua todo tipo de risco que nasce da visita de um simples fiscal no exercício de suas funções, propiciando todo tipo de situação para extorsão pura e simples dos produtores. No Brasil, quem pode não dá emprego e não produz, pois estará fazendo o mal a si mesmo.

 

É a mais completa inversão. É proibido prosperar e gerar emprego, a isso o Brasil foi relegado. É por isso que digo que, mesmo havendo recuperação econômica, não haverá rápida recuperação do emprego, pois está-se preferindo a automação de tudo e também o autosserviço, como os domésticos e assemelhados, a gerar qualquer emprego. É claro que as pessoas com menor escolaridade e menor treinamento são os que mais sofrem com a destruição de vagas. Estão condenados a ficar à margem do processo econômico.

 

Tudo deriva, em última análise, do excesso de Estado, que ao tributar impede a formação de poupança privada para investimento e, ao regular, maximiza os riscos jurídicos, que praticamente eliminam a disposição de haver oferta adicional de emprego.

 

As políticas econômicas esquerdistas têm sido implementas justamente sob o discurso de aumentar o emprego e a renda dos trabalhadores. Conseguiram exatamente o efeito contrário. Qualquer solução para essa imensa chaga social começa por liberalizar a economia, reduzir impostos, reduzir a regulação e acabar com a CLT. Do contrário, o sistema econômico ficará impedido de disseminar a prosperidade que eventualmente vier, para o conjunto da população. Isso exigirá uma nova forma de pensar, o resgate das regras liberais para presidir o processo econômico. Ainda estamos longe disso. Nenhum postulante à Presidência da República colocou o problema nos termos aqui estudados, logo nenhum se dispôs a de fato impedir a geração de desemprego, que equivale a dizer, a patrocinar a prosperidade e o enriquecimento coletivo.

 

O desastre do desemprego, sob o atual quadro institucional, só tende a se agravar e a criar instabilidade. Desemprego crônico crescente é combustível para as aventuras políticas mais ameaçadoras. O Brasil tem dado mostras de que pode enfrentar seus graves problemas, infelizmente ainda não mostrou disposição para enfrentar o problema principal. Enquanto isso, o povo miúdo sofre e não consegue ver sequer quem é o causador de tamanho sofrimento.

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