Our Blog

Nota do ex-ministro Bresser Pereira no Facebook (Ver aqui) com o tí­tulo acima é pertinente pela pergunta que propôs, não pelas respostas que tentou dar. Bresser está cada vez mais esquerdista e nacionalista e perdeu o senso do real. Não apenas as empresas estatais estão sendo postas à  venda, mas também empresas privadas de todos os tamanhos. Ocorre que as causas que determinam as privatizações são diversas daquelas que terminam a desnacionalização. No primeiro caso é porque é preciso estancar o processo de crescimento da dívida pública, que afinal também financia os ativos governamentais, além dos déficits. Vender ativos é a forma racional e eficaz de mostrar seriedade no trato das finanças públicas. Um paí­s quebrado não pode ser dono de tantos ativos, muitos deles gerando resultados muito abaixo do que gerariam se estivessem sob administração privada.

 

O crescimento desenfreado da dívida pública levará fatalmente à  desordem do Estado e da economia como um todo. É dever do governante se antecipar e impedir esse mal, que poderia arruinar o país por gerações, além de convidar toda sorte de populistas e aventureiros a se candidatarem ao posto de salvadores da pátria, que poderia cair nas mãos de algum delirante. O perigo político é real e se segue sempre à  desordem econômica.

 

Já o setor privado está à  venda porque é inerente a ele vender quando aparecem boas ofertas. Além disso o empresariado brasileiro está cansado de trabalhar para dar dinheiro ao governo e aos empregados. O risco jurídico de ser dono de empresa produtiva no Brasil é imenso e quem pode se livra da folha de pagamento.

 

Em ambos os casos nada de mal acontece ao Brasil enquanto país, enquanto comunidade. Suponha que a Eletrobras seja vendida, até mesmo para os chineses. Ela continua em solo brasileiro, operada por brasileiros e suprindo o mercado interno. Lembramos que a cada 100 reais faturados ela continuará pagando ao menos 40% de impostos, pois o governo é sempre o sócio maior nos resultados de qualquer empreendimento. Continuará sujeita à  legislaçãoo brasileira e aos órgãos de controle brasileiros. Em resumo, nada muda, exceto que ela deixaria de ter ingerência política dos conhecidos grupos políticos que a parasitam desde sempre.

 

No caso das empresas privadas é mais singelo: nenhuma diferença faz o dono nominal. Tal e qual a uma empresa privatizada ela continuará a pagar impostos, gerar empregos e sujeita aos controles nacionais. Levantar bandeira nacionalista nesse caso é indigente. Bresser Pereira deveria se perguntar porque o grupo polí­tico do qual faz parte – PSDB e PT – transformou o Brasil em uma nação contrária ao empreendedorismo, hostil aos empreendedores.

 

A bela frase do inglês Samuel Johnson continua válida: “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. O fato é que o Brasil se encontra numa sinuca e em um momento histórico da maior gravidade. A solução virá pela via do mercado – com a venda dos ativos, sim, para nacionais ou estrangeiros – pois a alternativa é o estatismo de triste memória. O nacionalismo a  la Bresser é canto de sereia, é uma mentira política e um desastre econômico.

administrator

So, what do you think ?


2 × = dezesseis