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O ano de 2018 será marcado pelas eleições presidenciais, cujo prognóstico hoje está prejudicado pelas indefinições de candidatos. Lula será condenado? Será preso? Ficha suja? Sujo ele é, sua biografia só pode ser escrita a partir do esgoto comunista em que se meteu, mas a questão aqui é formal). Quem será o candidato de centro? O PSDB poderia ter esse candidato, para escolheu fazer discurso à esquerda na tentativa de herdar os votos do PT, ao menos é isso que quer o governador Geraldo Alckmin, o candidato natural do partido. Na direita temos finalmente um candidato definido, Jair Bolsonaro, que sem campanha já aparece com elevado percentuais nas pesquisas de intenção de votos. Essa é a grande novidade das eleições.

O que se percebe é que poderemos ter uma redução da importância do voto militante, dos engajados, relativamente aos votos daqueles que não se envolvem em política. As pessoas não politizadas parecem motivadas não apenas a votar, mas a fazer campanha em reação à sujeira da política revelada pela Lava Jato e também pela sensação de ter sido manipuladas nas eleições anteriores, dando votos a candidato mentirosos, que se passaram por conservadores e na verdade eram partidários da agenda revolucionária. Tipicamente o caso de Geraldo Alckmin, talvez o candidato mais fake das eleições que se aproximam.

Tipicamente os eleitores apartidários são a maioria conservadora que viu o paulatino vilipêndio dos seus valores por parte dos políticos progressistas ao longo dos anos e que estão cansados das roubalheiras reveladas. A prova contundente de que esse eleitor está se movendo são as redes sociais, onde podemos ler a sua insatisfação e o seu repúdio, ao mesmo tempo em que apoia e pede votos para Jair Bolsonaro. O fenômeno é muito semelhante ao que elegeu Donald Trump. O celeiro de votos para a direita política é mesmo a internet, que passou a ter maior importância do que o tempo de televisão. Essa será a eleição do sofá, não das multidões nas ruas. Esse modo de pedir votos deixou a esquerda em minoria e tornou os apartidários atores vitais e decisivos no processo eleitoral.

O eleitor apartidário descobriu, ainda em tempo, que não pode lavar as mãos da vida pública simplesmente porque, ao fazê-lo, deixa o espaço livre para que aventureiros se apossem do Estado. Estamos vendo, dessa forma, uma politização como nunca houve do processo eleitoral. Quem acompanha as redes sociais vê que aposentados, donas de casa, operário, estudantes, toda a gente que passava ao largo da política engajada em aprender, em se informar e a opinar sobre a política. Essa legião deslocou o eixo para a direita e viabilizou a candidatura de Jair Bolsonaro. Certamente o mesmo efeito acontecerá nas eleições de governadores e senadores. Teremos uma taxa de renovação expressiva, muitos caras-novas surgirão em 2018.

Duas visões de mundo estão em duelo. A da esquerda, que quer colocar o Estado a serviço da distribuição de renda e da transformação dos valores, desprezando assim os que produzem a riqueza e produzindo injustiças, violando todas as normas do direito natural, e a dos eleitores apartidários, que recupera a ideia de que o Estado e as leis devem representar os valores da maioria e as normas de direito consagradas pela tradição. O Estado tem que ser legítima expressão da nação. As leis, por exemplos, não podem contrariar o sentimento cristão do povo.

A fortuna revelada na casa do tesouro de Geddel Vieira Lima, uma montanha de dinheiro que fez lembrar o caso Lunus, mostra que o modo tradicional de campanha tocada a dinheiro vivo perdeu eficácia, até porque as fontes de corrupção secaram por causa da Lava Jato. O voto apartidário não está sujeito à venda e nem aos favores eleitorais tradicionais. Está em busca de decência e da reconstrução dos seus valores vilipendiados, algo que a esquerda não pode oferecer. Ela só fala em “mudança”, os apartidários querem “conservação”. A eleição será um divisor de água, pois será a primeira na plenitude da existência das redes sociais.

Por causa disso poderemos ter um fenômeno novo, a redução dos votos nulos e brancos, outra paulada nos candidatos progressistas, que sempre contaram com o alheamento dos eleitores apartidários. O certo é que 2018 trará uma eleição cheia de surpresa e os feudos eleitorais poderão sofrer forte revés em virtude das novas mídias.

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